Terapia de aceitação e compromisso

A Terapia de Aceitação e Compromisso é recomendada à pessoas cujo sofrimento está relacionado à padrões restritos de comportamento, isto é, ao que chamamos de inflexibilidade psicológica.

Este padrão de restrição comportamental se caracteriza por evitações de situações aversivas, ou de situações que guardam alguma semelhança à situações aversivas primárias. Por exemplo, uma pessoa – após ter passado por uma experiência de assalto em um banco – passa a temer e evitar situações que, não são diretamente a de assalto, mas possuem semelhanças ao assalto vivenciado.

Esta pessoa pode evitar entrar em bancos e lugares onde há concentração de dinheiro (ex. mercados), evitar sair com dinheiro, com bolsa, ou objetos valiosos, evitar lugares fechados, etc. A lista de evitações pode ser longa e muito variável a depender de cada caso.

Este padrão de restrição comportamental, ou inflexibilidade psicológica, é facilitado por alguns contextos:

Fusão cognitiva: Considerar palavras, pensamentos, sentimentos, sensações corporais e memórias como se fossem fatos, ao invés de experiências internas transitórias.

Esquiva experiencial: Ações que objetivam a evitação de sentimentos ou pensamentos aversivos, mas não a situação aversiva original. Este padrão faz com que a pessoa evite sentir ou pensar coisas desagradáveis, mas não a tira do problema.

Dar razão: Colocar os sentimentos como as causas dos comportamentos, quando na verdade não os são. Este padrão faz com que a pessoa busque constantemente evitar seus sentimentos e pensamentos aversivos, ao invés de resolver o problema. E por não resolver o problema, ela continuará sentindo-se mal, entrando num ciclo vicioso.

Avaliar: Relacionar eventos comparando-os por uma característica específica, fazendo com que algumas coisas, que não eram um problema, passem a trazer sofrimento também. Para entender este ponto, considere o exemplo citado no início do texto, em que a relação de “assalto em banco” com “lugar fechado”, pode fazer com que lugares fechados tragam sensações e sentimentos muito desagradáveis.

As intervenções buscam construir flexibilidade psicológica, que consiste na diminuição das evitações, e no aumento de ações comprometidas com mudanças e com valores.

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