Terapia comportamental integrativa de casal

O processo da Terapia Comportamental Integrativa de Casal (TCIC) inicia com a etapa de avaliação. Por meio de sessões com o casal e também individuais, busca-se conhecer a história de vida de cada parceiro, a história de relacionamento do casal, e situações atuais que contribuem para a existência do problema conjugal.

A análise é guiada pelo Modelo DEEP, em que D representa as Diferenças do casal; o primeiro E diz respeito à Sensibilidade Emocional, ou seja, como cada parceiro é influenciado por determinadas emoções, e como ele age na relação a partir delas; o segundo E é sobre as Circunstâncias Externas ao relacionamento e que podem estar afetando a relação; e P trata do Padrão de Comunicação de cada parceiro na relação conjugal.

Por meio da análise, o casal – junto ao terapeuta – define os objetivos do tratamento. Em geral, a TCIC tem como metas: (1) produzir padrões de interação mais flexíveis entre os parceiros; (2) facilitar a compreensão de cada um sobre como a história de vida do parceiro influencia o seu jeito de ser; (3) aumentar a consciência de como fatores atuais influenciam seus comportamentos, diminuindo as influencias de regras ou crenças que cada um pode ter; (4) diminuir comportamentos de fuga e esquiva; (5) e melhorar a intimidade do casal.

Durante o tratamento, o alcance dessas metas é guiado por dois fatores: o desenvolvimento da aceitação emocional e a promoção de mudanças comportamentais. A aceitação emocional consiste no aumento da tolerância às próprias emoções decorrentes de ações desagradáveis do parceiro, e da tolerância às diferenças do parceiro em relação ao jeito de ser. A mudança se refere aos próprios comportamentos, assim, muda-se o foco da cobrança por mudanças do outro, e cada parceiro passa a pensar nas suas próprias mudanças em prol da relação.

Ambos – aceitação emocional e mudanças comportamentais – são desenvolvidos por meio de algumas estratégias, tais como:

Estratégias de aceitação: Conotação positiva; ensaio de comportamento negativo; união empática em torno do problema; e validar perspectivas opostas.

Estratégias de mudança: Contrato de intercâmbio de comportamentos; treino de resolução de problemas; e treino de comunicação.

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