Terapia analítica funcional

A Terapia Analítica Funcional é um modelo de tratamento recomendado à problemas em relacionamentos. Por isso, a própria relação terapêutica é usada para promover as mudanças importantes para o cliente.

Para avaliar as dificuldades interpessoais do cliente, é preciso conhecer sua história de vida e compreender com ela moldou suas dificuldades e habilidades interpessoais atuais. Para identificar tais dificuldades e habilidades, o terapeuta analisa as relações atuais do cliente, e também o observa em sessão.

A ideia é que a relação entre terapeuta e cliente é uma relação natural, como as outras fora do consultório. Por isso, o cliente vai apresentar suas dificuldades e facilidades na relação com o terapeuta também. Comparar as interações fora do consultório com as interações com o terapeuta – por meio do que, tecnicamente, chamamos de análise funcional – permite ao terapeuta identificar os comportamentos problemáticos do cliente e definir quais serão os comportamentos de melhora a serem atingidos por meio da terapia.

As intervenções são guiadas por cinco regras: 1. observar os comportamentos do cliente, 2. evocar seus comportamentos de melhora, 3. fortalecer estas melhoras, 4. avaliar o impacto das intervenções no cliente, e 5. fazer com que tais melhorias aconteçam em contextos importantes da vida dele.

Estas cinco regras também são guiadas por três elementos: consciência, coragem e amor.  Tais elementos são nomes dados à conjuntos de comportamentos que o terapeuta deve ter na relação com o cliente, e deve também promover no cliente.

É preciso que o terapeuta esteja consciente do que ocorre na relação terapêutica, e também ensine o cliente a ter consciência do que influencia os seus comportamentos. É preciso que o terapeuta seja corajoso em vários momentos para se expor ao cliente em benefício deste, ao mesmo tempo em que o terapeuta deve estimular comportamentos interpessoais corajosos no cliente, que possam melhorar suas relações fora do consultório. Por fim, o terapeuta precisa ser cuidadoso, empático e compassivo – amor – com as dificuldades e progressos do cliente na terapia, ao mesmo tempo em que o ajuda a exercitar essas habilidades em suas relações.

Quer saber mais? Fale comigo.